Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

segunda-feira, 26 de março de 2018

A Natureza como Mestre

No Alentejo temos o privilégio de viver perto da natureza. Estamos rodeados de campos, montados, espaços abertos. É uma paisagem de uma beleza extraordinária em que a Natureza se mostra sem reservas e em que podemos mergulhar para reconectar com a Terra, a Natureza, a Vida. 


O 17º Karmapa, Ogyen Trinley Dorje, escreveu recentemente no seu pagina do Facebook: "Reconhecer a nossa dependência íntima do ambiente natural, permite-nos ver o seu verdadeiro valor e valorizá-lo. Uma razão pela qual as pessoas, que moram actualmente nas cidades, precisam saber tanto sobre a importância de cuidar da Terra é porque elas não cresceram sentindo conexões directas e não mediadas com ela. Para estas pessoas, a natureza é algo que se visita em parques da cidade ou em excursões pelo campo. Quando somos criados em ambientes urbanos, o nosso sentido para o ambiente natural é mais remoto porque raramente testemunhamos nossa confiança fundamental nisso. A natureza parece um belo pano de fundo para nossas vidas, algo que contribui para o cenário, mas é basicamente opcional. Somos impedidos de ver como o ambiente natural é o próprio palco em que nossas vidas se desenrolam. Sem as condições que surgem do nosso ambiente, nada pode acontecer" .

A natureza somos nós. Sem a natureza, não somos nada. Na contemplação da natureza temos acesso a todos os ensinamentos...porque podemos testemunhar a Vida tal e qual como É.

Sementes, troncos, ramos, folhas, flores e todas as outras coisas vivem a vida em sua plenitude. Cada momento de suas vidas é um fim em si mesmo. Sementes não existem para se transformar em troncos, ramos não existem para as folhas. (ditado da tradição Zen)

A condição humana dá nos a capacidade de nos sentirmos a nós e termos consciência deste acto. A consciência que reflecte sobre si própria procura entender-se - o que faz com que a condição humana é única e diferente. Identificamos sentimentos, emoções, dinâmicas - e no processo tendemos identificar a nós como sendo seres isolados, separados dos outros e da restante ambiente natural. Nesta separação perdemos a sensação que temos um lugar próprio na engrenagem do Universo. Questionamos: O que faço aqui na Terra? Qual é a minha missão, o objectivo deste vida? Como encontrar a felicidade, o reconhecimento, a plenitude, a paz interior? Como posso lidar com a energia negativa que encontro? O que fazer para evoluir, ser uma pessoa melhor ? Como ter relacionamentos satisfatórios? Como lidar com o meu orgulho, a inveja dos outros, a ira, a paixão, a vergonha, a excitação, a solidão, o medo?

A natureza não faz estas perguntas. A Terra apenas É.
As flores florescem, cada uma na sua cor, cada uma na sua forma. O lírio não tem inveja da cor vermelha da papoila; limita-se a abrir a sua flor, mostrando uma cor amarela única.
A erva não se sente humilhada quando pisada pelos animais - é como são as coisas. A árvore não se sente ocupada ou invadida pela raposa que procura abrigo por entre as raízes desnudadas da árvore. O choupo velho torna-se abrigo para animais e suporte para trepadeiras, enquanto segura as margens da ribeira com as suas raizes fortes. Tudo está ligado, tudo ocupa o seu lugar, sendo.
No contacto com a Natureza podemos lembrar como a vida pode ser plena se a vivermos sentindo a conexão. Sentindo que agora, aqui, tudo É.

Claro que também na Natureza há forças contraditórias. Há sombra e luz. Há erosão, competição por um território, tempos de fome.
A natureza ensina que a cada momento a morte e o renascimento ocorrem. Há decadência e renovação. E a vida, em todas as suas formas, continua. Não há um ideal de como "deve ser" a vida - é somente vivida tal como se apresenta.

Nós, seres humanos, parecemos estar na Terra numa viagem à procura do nosso lugar e da nossa razão de Ser. Procuramos o Amor e a Felicidade, e nessa procura parecemos esquecer que a felicidade existe. Sempre. Porque há renovação. Porque há mudança. Porque a cada momento a vida nasce de novo.

Estamos na época da Páscoa em que o mundo celebra a ressurreição, o renovar da vida. Talvez seja uma boa altura de fazermos um passeio no campo.

terça-feira, 20 de março de 2018

Equinócio da Primavera: Quem sou Eu?

Hoje, dia 20 de Março, às 16h15, o Sol passe o equador celestial, equivalente a linha imaginária do equador terrestre. O Sol passa do Sul para o Norte, dando início ao Outono no Sul, e à Primavera no Norte. "Equinócio" é um termo que deriva do latino e significa: "noite igual". É neste dia que dia e noite tem sensivelmente a mesma duração na Terra toda.
Embora podemos experimentar a Luz e a Sombra como estados separados, é na altura do Equinócio que somos lembrados que a luminosidade e a escuridão existem verdadeiramente apenas em relação uma da outra. Na realidade,  o Todo existe somente quando ambas estão presentes.

Quando abraçamos esta visão do "oneness" ou "ser inteiro", podemos ver pessoas, eventos, relações e emoções de um ponto de vista novo. Podemos sentir a conexão entre o tudo-que-É.
Precisamos Luz e Sombra para sermos inteiros. Precisamos da nossa força feminina e da força masculina para ter equilíbrio. Precisamos do confronto com a dor para ter o insight que precisamos de procurar o amor. Precisamos da morte para renascer, da noite escura da vida para entrar num novo ciclo. O Yin nasce do Yang, o Yang nasce do Yin...
É um lembrete precioso neste momento do ano, quando a Primavera anuncia renascimento e mudança. O Inverno acabou - a partir de agora os dias são mais longos do que as noites!

Hoje o Sol entre em Carneiro. É a primeira constelação do Zodiaco, a cintura de 12 constelações localizados no caminho do Sol pelo firmamento. Nos primeiros tempos de observação dos astros, era esta localização que dava um significado especial às constelações. E Carneiro era a mais significativa de todos - na era em que as constelações receberam o seu nome, o Sol nascia entre os astros de Carneiro no primeiro dia da Primavera (no hemisfério Norte). Era um período feliz, quando a Terra acordava da sua hibernação. Por isso, muitos dos povos antigos celebravam o início de um novo ano no início da Primavera.
Associa-se o signo de Carneiro com energia, juventude. É um signo de renascimento, que tem a força necessária de liderar e de manifestar os seus desejos.

Sendo o primeiro signo do Zodiaco, simboliza igualmente o início da viagem da Alma na Terra. Carneiro tem como missão identificar a identidade. O Ego do Carneiro pode ser tão absorvido com as suas necessidades de experiências que não tem tempo (ou não o faz) para mergulhar para dentro e identificar se como ser espiritual a viver uma experiencia humana!

Carneiro é um signo de fogo, o primeiro dos três (Leão e Sagitário saõ os outros). É um elemento associado à força da Luz (masculino) que ilumina e expela a escuridão. A Luz da nossa Alma que defina o nosso caminho! Mas fogo não é só iluminação, também queima e destroi, quando encontra a sua expressão na ira, no resentimento, na vingança. Fogo pode consumir-nos e destruir-nos.
Bem equilibrado, o fogo é a força instintiva na barriga que nos dá energia para viver uma vida plena, produtiva, activa. Queimando o passado, o Fogo pode transforma a energia para uma vida com significado e direcção. O Equilibrio existirá, se a Luz intuitiva da mente consciente se junta ao instinto que encontramos no plexo solar. 

O Equinócio é por isso um momento de reflexão sobre o caminho que queremos trilhar neste mundo, nesta vida.  Um pormenor interessante neste Equinócio é que no dia 22, Mercúrio vai ficar retrógrado, o que pedirá um olhar para trás. Os pensamentos ficam mais lentos, as escolhas não são certeiras, temos que ponderar com mais consciência... Por isso, parece que este Equinócio é sim, um momento de pensar na nossa identidade. Quem Sou? O que é o desejo da minha Alma, do meu Coração? As mudanças que são necessários, essas parecem ter que esperar até finais de Abril, quando Mercurio volta no seu caminho normal. Essa espera pode ser aproveitada para pensar bem: se é necessário fazer uma mudança, que seja a mudança certa...

Recebemos nas últimas semanas a dádiva da chuva. Semanas seguidas de água que alimenta a Terra, fazendo correr as ribeiras, enchendo os charcos, convidando as rãs, salamandras e tritões a saír dos seus esconderijos. Pássaros que cantam a sua alegria, o gado a encher a barriga com erva verde, árvores a criar ramos novos: a Natureza regozija!
As previsões meteorológicas dizem que vamos ter o privilégio de poder celebrar o primeiro nascer do Sol desta Primavera sem chuva - esta voltará logo a seguir.

Fica o convite para uma Saudação ao nascer do Sol da Primavera,
 dia 21 de Março no Cromeleque dos Almendres, em Guadalupe (Évora), às 06.20h



terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Lua Cheia em Leão, Eclipse Lunar Total: reclamar o espaço do coração

Na quarta feira, 31 de Janeiro, a Lua Cheia aparecerá no signo de Leão, com o Sol em Aquário. Será a segunda lua cheia de Janeiro, por isso terá a designação de "Lua Azul"
Será uma "Super-Lua", por estar mais perto da Terra. E será uma "Lua Sangrenta"- a sombra da Terra vai provocar um eclipse total, de modo que a Lua vai aparecer algo avermelhada...
Os eclipses nunca aparecem sozinhos. Quando acontece um eclipses solar num certo signo, seis meses depois ocorre um eclipse lunar com o sol no signo oposto. É uma dança de 18 meses com um conjunto de opostos, período apos o qual os eclipses se mudem para outro conjunto de opostos. Somente 19 anos depois, os eclipses voltam a ocorrer no mesmo conjunto de signos. 

Em Agosto, tivemos um eclipse solar total (Sol em Leão) e agora vamos ter o eclipse lunar total com a Lua em Leão. 
Todos temos dentro de nós algo de Leão... a mensagem do eclipse Lunar é uma mensagem para todos! O eclipse vai estar acompanhado por uma energia forte de re-alinhamento do quem somos nesta incarnação, a nossa força pessoal (Leão) com a nossa verdadeira vocação, o serviço ao Conjunto da Vida (Aquário).


Amanhã será um dia para aproveitar a energia disponível e reflectir para poder chegar mais perto do teu potencial. 

Temas: Lembrar  que o Ego é apenas isso, não somos em nada mais especial do que qualquer outro... mas tembém não somos nada menos especial do que qualquer outro. Liberta te da vergonha, é altura de mostrar quem És.
Lembrar que a coragem não é a ausencia do medo. Couragem é reconhecer os medos, abraçar os que tens, e avançar na mesma, criando os teus projectos, avançando com os teus ideais. É claro que este "avançar" não acontecerá sem dúvidas ou considerações, e perguntas que podem surgir são por exemplo:
Quem sou eu: identifico-me com o meu corpo ou com as minhas emoções? Com o meu passado ou com o meu futuro?
Devo avançar logo para aquilo que quero, ou espero para ver como os pormenores se encaixam no meu plano?
Devo colocar-me em primeiro lugar, ou coloco as outras pessoas?
Devo trabalhar para gratificação instantânea ou construir para o longo prazo?
Não há respostas certas ou erradas. Mas é o princípio da dualidade, da oposição que nos ajuda a tornar-nos mais conscientes de quem realmente somos.

A Lua Cheia em Leão é por exelencia uma altura para abrir o coração (do qual o Leão é regente) e alinhar a coluna com a força da Terra e do Universo. Tu, como qualquer outro, merece um lugar na Luz. Com a Lua Cheia em Leão podemos lembrar-nos que somos reis e rainhas nos nossos proprios castelos! O espaço do teu coração pode estar obstruido com memórias ou dores do passado, mas também pode estar cheio de amor, conexão, bondade....

A escolha é tua . A Lua apenas te ilumina o caminho.

Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 31 de Janeiro
Início: 17.45 h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

1-1-2018 : A Lua Cheia dá início ao ano do Mestre

E assim chegamos a um ano novo. Sabemos que é uma data arbitrária e uma mudança ilusória em termos astrológicos, ou dos ciclos de natureza: o ano astrológico começa no equinócio da Primavera e a Lua e o Sol percorrem os seus ciclos sem olhar para o calendário cultural humano.

No entanto, é um momento significativo: colectivamente, os povos do mundo inteiro desejam que haja paz e felicidade. Que haja prosperidade e saúde. Que cada um possa ser a melhor versão de si. Junto me a essa intenção, fazendo minhas essas palavras:
Que todos os seres conheçam a felicidade e as causas da felicidade.
Que sejam livres do sofrimento e das causas do sofrimento. Que vivam sempre em equanimidade, livres de apego aos próximos e do ódio aos outros.

Hoje, dia 1 de Janeiro, passamos a identificar os nossos dias com a marca 2018. Será como um mantra que se repetirá todos os dias do ano que vem quando vemos os números escritos e quando os ouvimos ou pronunciamos. Vai ser uma maneira de colocar os dias que vivemos, na linha imaginária do tempo que nos una como seres históricos.

Cada expressão humana, seja em pensamento, escrita ou falada, é uma criação. É uma vibração, uma energia que emana. O número que reina o ano não é diferente: cada vez que identificamos o dia, voltamos a confirmar que acreditamos na evolução, no avanço imparável e no crescimento. Avançamos!

Podemos ver que vibração é essa. A numerologia ajuda a compreender o significado. O número do ano definimos, juntando os dígitos : 2+0+1+8 = 11.

11 é um número mestre, e a palavra que talvez mais ressonância faz com este número é Shambala, que no budismo tibetano refere a um reino mítico, oculto algures na cordilheira do Himalaya, ou na Ásia central, perto de Sibéria. A palavra Shambala significa em sanscrito "um lugar de paz, felicidade, tranquilidade". Acredita-se que os seus habitantes sejam todos iluminados, que convivem de maneira gentil e bondosa um com o outro, em harmonia com a Terra e em serviço a algo maior que nós.

A energia do 11 lembra como é bonito o mundo quando vivemos através dos nossos corações, e quando escolhemos recriar a essência de Shambala em tudo o que fazemos. Quando despertamos o melhor em nós e inspiramos o outro a fazer o mesmo.

A experiencia do reino de paz é uma escolha, uma escolha para empenhar em acções, pensamentos, palavras que manifestam essa paz. Como cada um tem o livre arbítrio e liberdade de escolha, cada um por si pode escolher o caminho da verdade, autenticidade e amor.... ou o caminho do medo, dúvida e criação de sofrimento.

Uma amiga holandesa contou-me o seu sonho da noite do Ano Novo. Holanda tem uma Rainha bonita, bondosa, alegre e inteligente. No sonho, a Rainha tinha morrida e o país estava em luto, em estado de choque! Olhando para a histeria colectiva, a minha amiga lembra-se de ter pensado: agora já não temos rainha, é altura de nós sermos os nossos próprios reis e rainhas....
É essa a essência do 11, do Shambala, do Mestre: a possibilidade de tornar-nos soberanos!

11 é o número de Mestre: o Mestre que sabe que tem liberdade de escolha. O Mestre vê por além dos véus da ilusão criada pelo medo, manipulação e dúvida. O Mestre vê, num olhar profundo de introspecção, a verdade sobre a sua propria vida, o que lhe dá consciência e liberdade de escolha...

Só nos apercebemos a verdade sobre as situações da nossa vida, se formos capaz de olhar sem julgamento. Não há um ponto de vista certo ou errado para ver as coisas. Olhando através do coração o Mestre sabe que é preciso esta humildade e esse respeito para o outro.
11 lembra-nos de sentir: deixando de lado as crenças e hábitos culturais, impressões e padrões inconscientes. Deixando de lado a maneira linear de entender o mundo com o cérebro em "modo fazer", em que a mente procura soluções e esquece que apenas vê uma parte da verdade....

Se aceitamos sentir, esperando em silêncio interior que o nosso coração abre e recebe a energia daquilo que É no aqui e agora, podemos aceder a uma sabedoria completamente diferente! Um campo de consciência infinito abre-se, e um potencial enorme dar-se-ia a sentir.


É nesse campo, além das ideias do bem e do mal, que podemos encontrar-nos. Um lugar onde milagres acontecem. Onde feridas são curadas. Onde o perdão vem com facilidade. Onde não há limite ao quanto podemos brilhar....






Escrevo no dia 1 - 1 - de um ano 11 , que é um dia "Portal 11-11". Hoje à noite vamos celebrar a Lua Cheia, que estará posicionada a 11º38 em Caranguejo- o que dá novamente 11 - 11 (3+8). O Sol, estará a 11º38 em Capricórnio ... 11-11 novamente. Será uma "Super-Lua", grande e luminosa. Curiosamente, o primeiro mês deste ano terá duas Luas Cheias....

Seguramente, tudo isso está a ser uma "coincidencia" significativa. Vamos celebrar a Lua Cheia hoje, para dar início a um ano que convida para mostrar o nosso valor!
 


Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 1 de Janeiro
Início: 17.00 h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.











quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Lua Cheia de Dezembro: A Lua da Verdade


 Estamos a aproximar nos da última Lua Cheia do ano. Será uma "super-lua", assim chamada por se encontrar mais próxima da Terra do que habitual. A sua luz brilhará mais intensa, o disco lunar parecerá maior - e a sua energia chegará com mais intensidade!

Uma Lua Cheia é uma Lua que está oposta ao Sol, realçando forças opostas ou polaridades na nossa vida. Pense em: ego versus emoções, trabalho versus família, ou o que precisamos versus o que desejamos. Assim, na Lua Cheia é fácil surgirem tensões internas e pressões externas, o que pode resultar em conflitos e crises pessoais...

É frequente sentirmos drenados da nossa energia nessa fase! As emoções (ligadas à Lua) e os instintos estão em força, e podemos utilizar a intuição emocional para superar as dificuldades.
O subconsciente estará mais acessível no periodo da Lua Cheia, permitindo um olhar mais claro sobre as nossas ligações, conflitos, processos...

Lua Cheia é altura indicada para fazer uma pequena pausa e reflectir sobre a nossa vida. Os ciclos lunares influenciam fortemente a natureza e a vida, e a fase cheia da Lua tem uma relação forte com a Lua Nova anterior. Quais eram os nossos objectivos e planos na Lua Nova de 18 de Novembro? Agora podemos ver os resultados e colher os frutos! Como teremos um olhar mais claro sobre o nosso subconsciente emocional, podemos fazer ajustes emocionais, reformular e redefinir.

Neptuno
A Lua Cheia de domingo 3 de dezembro estará em Gémeos e será fortemente influenciada por Neptuno , planeta que estará em quadratura com a Lua - e com o Sol. 

A Lua em quadratura com Neptuno pode trazer sentimentos ou experiências estranhas que nos fazem questionar a realidade - mas pode muito bem ser que não percebemos as coisas corretamente. Neptuno é o planeta da confusão e mistério! Será melhor não tomar decisões importantes baseadas em primeiras impressões. Podemos estar enganados ou ser enganado por outros. Estaremos mias vulneráveis ao engano e consequentemente, aos que se querem aproveitar de nós. Pessoas que querem tirar proveito de outros reconhecem com facilidade qualquer fraqueza, e a sensibilidade emocional a que estamos sujeitos agora, pode potenciar a mágoa....

Por isso, talvez seja sensato evitar ver demasiado significado em sonhos, sinais cósmicos, ou impressões psíquicas . Provavelmente sentimos agora mais empatia pelos outros e sofremos mais o nosso proprio sofrimento. É uma boa altura de pedir ajuda ou ajudar alguém que precisa.

O Sol em quadratura com Neptuno significa que a confusão, a ilusão e o risco de decepção e desilusão são muito maiores do que com o Neptuno da Lua sozinho. Neptuno terá um efeito de enfraquecimento sobre a nossa vitalidade solar. O ego sentir-se-á enfraquecido e emocionalmente debilitado. Com esta posição de Neptuno perante o Sol e a Lua, será normal sentir-se inseguro, culpado e na defesa.

Para beneficiar das influências desta Lua, precisamos de ser honestos e moralmente impecáveis. É preciso manter uma postura de respeito perante o outro, mas também perante a tradição, as autoridades, os nossos antepassados. É preciso manter contacto com a nossa comunidade, alimentar a esperança e procurar um moral elevado.

É uma boa altura de procurar uma bússola espiritual interior - meditando, reflectindo. O destino pode previdenciar agora contactos com gurus ou visionários... lmebra-te de filtrar as mensagens com uma boa dose de senso comum e clareza mental!


Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 3 de Dezembro (Domingo)
Início: 17.15h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.

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